Encontrar a morte (it shouldn't have to affect you for you to care)
Quem caminhou comigo não esteve sozinho
Ainda carrego (por entre um filete, estilete de luz)
Em marcas nas falanges
A solidão daqueles que em mim, por mim caminharam
E seguiram
E eu não segui.
Não fiquei. Não pedi permissão. Nunca tive, também.
Não sou ausência
Minha presença não é tênue, sem sombra, sem rigor
Escorre, percorre e penetra esse absenteísmo, o não-comparecimento de um emaranhado de seres, quando todas as possibilidades do vir-a-ser fracassaram e pariram, como o gosto de um cuspe seco, um órgão ardido escorregando aos trancos por cada túbulo da garganta, e que vai deixar a sensação de órgão fantasma por um bom período, Ah, vai deixar sim, é essa sensação? Essa sensação, a ausência de todas as ausências - a ausência que me teve, que me acolhe, me aborta e não me nega; a ausência crescente, canibal que a tudo devora - já sabia que não ia gostar do frouxo do Deleuze com o que pode vir-a-ser o "direito de não ter nada a dizer" - a ausência será o remédio, a ausência será a companheira (valeu Jeferson Tenório)
Em cada ausência de todas essas mãos sem apego, mãos vazias de si e dos outros (dormem muito, mas só sonham consigo próprios)
Presenças minhas, presenças que precisam ser preenchidas por algo que presença ausente e reticente [...] nenhuma cobre
Eu quero mais é caos, é dedo no cu e gritaria.
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