Encontrar a morte (it shouldn't have to affect you for you to care)
Quem caminhou comigo não esteve sozinho Ainda carrego (por entre um filete, estilete de luz) Em marcas nas falanges A solidão daqueles que em mim, por mim caminharam E seguiram E eu não segui. Não fiquei. Não pedi permissão. Nunca tive, também. Não sou ausência Minha presença não é tênue, sem sombra, sem rigor Escorre, percorre e penetra esse absenteísmo, o não-comparecimento de um emaranhado de seres, quando todas as possibilidades do vir-a-ser fracassaram e pariram, como o gosto de um cuspe seco, um órgão ardido escorregando aos trancos por cada túbulo da garganta, e que vai deixar a sensação de órgão fantasma por um bom período, Ah, vai deixar sim, é essa sensação? Essa sensação, a ausência de todas as ausências - a ausência que me teve, que me acolhe, me aborta e não me nega; a ausência crescente, canibal que a tudo devora - já sabia que não ia gostar do frouxo do Deleuze com o que pode vir-a-ser o "direito de não ter nada a dizer" - a ausência será o remédio...